Quem Está no Comando? O diálogo entre cérebro consciente, inconsciente e os olhos que revelam tudo

               

Quem Está no Comando? O diálogo entre cérebro consciente, inconsciente e os olhos que revelam tudo


Autora: Silviane Silvério
Data: 23 de dezembro de 2025
Tempo médio de leitura: 10 minutos

Palavras-chave: sistema nervoso autônomo, iridologia científica, neurobiologia da emoção, Medicina Tradicional Chinesa, Yin e Yang, Maquiavel, autocontrole, plasticidade neural, pupila, íris

Resumo

Você acha que está no controle do seu corpo? A verdade é que existe uma divisão de comando interna: o cérebro consciente (que você dirige) e o cérebro inconsciente (que dirige você). 

Neste artigo, explico como o Sistema Nervoso Autônomo, as emoções e os olhos se conectam em tempo real — e por que a íris não é misticismo, mas registro fisiológico visível do seu estado interno. Integrando neurociência, filosofia oriental e ocidental, mostro como fortalecer seu “freio consciente” para viver com mais equilíbrio, clareza e autonomia.


Desenvolvimento

Você acha que está no controle do seu corpo?

Pense bem:
— seu coração acelera do nada quando alguém entra na sala;
— sua barriga dói antes de uma reunião importante;
— você tenta andar rápido, mas seu corpo simplesmente não obedece.

Essas reações não são falhas.
São sinais de um sistema mais antigo e sábio tomando o volante.

Na verdade, dentro de você há duas esferas de comando:

  • o cérebro consciente — que você controla;
  • o cérebro inconsciente — que controla você.

E os olhos — especialmente a pupila e a íris — são janelas diretas para esse jogo interno.


O Sistema Nervoso: dois mundos em um só corpo

O nosso Sistema Nervoso se divide em duas partes principais:

🔹 Sistema Nervoso Somático
— controlado pela vontade consciente;
— responsável por movimentos voluntários: levantar o braço, caminhar, escrever.

“Eu penso, e meu corpo obedece.”

🔹 Sistema Nervoso Autônomo (SNA)
— regido pelo inconsciente biológico;
— controla funções vitais sem nossa intervenção:
batimento cardíaco, digestão, respiração, sudorese, resposta ao estresse.

É por isso que, mesmo querendo, você não consegue parar seu coração ou acelerar sua digestão.
Quem decide isso é o inconsciente — e ele sempre tem razões.


O jogo interno: Simpático vs. Parassimpático

Dentro do SNA, há dois times em constante diálogo:

  • Simpático: o “acelerador” — ativa o modo Luta ou Fuga;
  • Parassimpático: o “freio” — ativa o modo Descanso e Digestão.

Funciona como uma corda sendo puxada em duas direções.
O equilíbrio entre eles é chamado de homeostase
um estado dinâmico de forças opostas que se complementam.

Curiosamente, a Medicina Tradicional Chinesa já descrevia esse equilíbrio há milênios com o conceito de Yin e Yang:
— Yin = calma, nutrição, descanso (Parassimpático);
— Yang = ação, calor, alerta (Simpático).

Mesmo sem microscópios, os antigos perceberam:

a saúde é movimento entre forças, não fixidez.


O Sistema Límbico: onde a emoção vira fisiologia

Mas onde entram as emoções nisso tudo?

No Sistema Límbico — a parte do cérebro que processa instinto, desejo e emoção pura.

Nós, humanos, temos algo que os animais não têm com a mesma complexidade:
o Córtex Pré-Frontal
a sede do julgamento, planejamento e autocontrole.

Ele é o “freio” que diz:

“Não faça isso. Vai dar problema.”

Mas atenção:
quando o estresse é intenso —
um trauma, uma perda, um medo profundo —
o Límbico grita tão alto
que o Córtex perde o controle.

E aí, o Sistema Nervoso Simpático é ativado.


A pupila: o primeiro sinal do alerta

O que acontece imediatamente?

A pupila se dilata.

Isso não é simbolismo. É fisiologia evolutiva.
A pupila se abre para entrar mais luz,
permitindo que você enxergue o perigo no escuro.

Para isso, as fibras da íris se esticam e contraem violentamente.
Se esse estado se repete —
por ansiedade crônica, medo, sobrecarga emocional —
essas fibras ficam tensionadas,
e a pupila permanece dilatada.

Com o tempo, isso deixa marcas visíveis na íris.

A íris torna-se o registro histórico de como você vem cuidando do seu organismo.


Neurobiologia + Iridologia: ciência, não achismo

A Neurobiologia da Emoção confirma:
emoções constantes geram plasticidade neural
o cérebro muda fisicamente conforme seus hábitos emocionais.

E, embriologicamente, a íris é uma extensão do cérebro.
Então, se o cérebro muda…
por que a íris ficaria imutável?

Quando você vê uma mancha, anel ou alteração na íris,
não está vendo “sorte” ou “destino”.
Está vendo reflexos de processos metabólicos, inflamatórios ou emocionais:
— seu corpo mais ácido ou alcalino,
— mais tonificado ou sedentário,
— mais acelerado ou exausto.

É química pura transformada em sinal visível.

Assim, a iridologia deixa de ser “leitura fria”
e se torna uma análise funcional do estado neurofisiológico.


Filosofia e fisiologia: Maquiavel encontra o Yin-Yang

Essa divisão entre o controlável e o incontrolável
não é só biologia — é filosofia pura.

Maquiavel, o grande pensador renascentista, já dizia:

50% da vida depende da “fortuna” (o acaso, o incontrolável);
os outros 50% dependem de nós — nossas escolhas, nosso autocontrole.

Se não podemos controlar o inconsciente (que dispara o coração ou a dor de barriga),
então é vital dominar o que está ao nosso alcance:
— respiração consciente,
— hábitos diários,
— nutrição,
— limites emocionais.

É aí que nasce o autocuidado maduro:
não como fuga do sofrimento,
mas como fortalecimento da consciência
para lidar com o que o inconsciente traz à tona.




Conclusão

Seus olhos não mentem.
Eles mostram, em tempo real,
como seu sistema nervoso está equilibrado
ou desequilibrado.

A íris é o mapa.
A pupila é o termômetro.
E o corpo inteiro responde ao que você sente, pensa e vive.

Entender isso não gera medo
gera poder.
Porque você deixa de ser refém das reações
e passa a liderar sua própria fisiologia.

Se este artigo iluminou algo em você,
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Referências Bibliográficas: ESPERIDIÃO-ANTONIO, Vanderson et al. Neurobiologia das emoções. Revista de Psiquiatria Clínica, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 55-65, 2008. ​ BATELLO, Celso Fernandes. Método Rayid: uma nova maneira de ver a íris dos olhos. 1. ed. Santo André, SP: Editora Cartex, 2009. ​ GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Tradução de Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2007.

Com ciência, filosofia e olhar atento,
Silviane Silvério
Olho Preditivo
Mapas do Autoconhecimento

Silviane Silvério

Silviane Silvério, Naturóloga e Biomédica, com especialização em Iridologia, Plantas Medicinais, Dieta Natural e Práticas Integrativas e Complementares para a promoção do bem-estar e do autoconhecimento. Registro profissional: CRTH-BR 1741.ORCID: 0000-0001-6311-1195.

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